Vínculos de Aprendizado

 

A figura icônica do professor no imaginário de nossa sociedade pode, por vezes atrapalhar sua atuação, com a tendência de transformá-lo em uma figura de representação além do saber científico e fazê-lo mais próximo de um caráter emocional. O equilíbrio entre o conhecimento formal e as relações humanas precisa ser exercido com coerência e expertise do educador em sala de aula ou em diferentes espaços de convívio onde o objetivo seja passar saberes e formar pessoas.

Minha atuação se dá em um espaço que envolve o educando em diferentes aspectos. Somos próximos de suas famílias e sabemos das dificuldades e do comportamento de seus familiares. Essas informações são ricas quando a intenção é tornar o aluno uma pessoa preparada para as questões da vida. Em um lugar como esse há a intenção de se criar vínculos e essa ferramenta, por menor que seja, é de extrema importância no aprendizado humano.

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No dia a dia podemos extrair as informações necessárias para desenvolver um trabalho pedagógico objetivo e resolver conflitos, pois essa relação exige respeito e a valorização da importância da ação do adulto como exemplo. Logo, quando me deparo com situações de conflito, em que há uma briga ou discussão entre os alunos, utilizo-me de uma conversa franca e direta e tento me aproximar das motivações de cada elemento que gerou e culminou naquele conflito. Ao trabalhar com o emocional de um aluno é possível influenciá-lo e persuadir o seu comportamento de forma sutil ou direta, expondo as consequências físicas ou emocionais de suas atitudes.

Percebi em minhas experiências que a baixa autoestima de um aluno pode atrapalhar sua aprendizagem, provocando desânimo diante da dificuldade de entendimento ou execução de uma tarefa. Conhecendo as limitações do educando podemos direcioná-lo a uma solução, com artifícios como o trabalho em conjunto com a família ou encaminhamento a complementos didáticos, porém se a autoestima da criança ou do adolescente estiver fragilizada, o desânimo perante a dificuldade permanecerá. A relação no desenvolvimento em determinada deficiência precisa ser acompanhada pelo trabalho de valorização dos resultados, ou seja, a cada pequena demonstração de evolução tentar elevar a autoestima do aluno, para potencializar seu empenho nesse processo.

Portanto, ao mesmo tempo em que precisamos desmistificar o mito do professor paternalista, a empatia deve acompanhar o dia a dia de quem se permite ensinar, para um aproveitamento pleno dessa prática.

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