Impactos da Globalização nas Políticas Públicas em Educação

O avanço tecnológico, efeito da globalização no mercado econômico, deixa sua marca no Estado brasileiro e na condução de suas políticas públicas no âmbito da educação. Os efeitos da influência de grandes corporações nas decisões políticas dão margem a uma administração focada no desenvolvimento financeiro dentro de uma sociedade capitalista.

Desde o início dos anos 80 a ideologia neoliberal toma forma no modo de governar e usa como justificativa o crescimento econômico para atuar, em detrimento das questões sociais. Baseada no individualismo, na liberdade, no direito à propriedade privada, na igualdade e na democracia o neoliberalismo apoiado nos conceitos de crescimento da globalização ignora as necessidades coletivas.

Com suas estratégias liberais o governo tenta implementar medidas de caráter universal na educação e no campo social, tentativas frustrantes no desenvolvimento das classes mais baixas.  A partir de suas ideologias de ação: a descentralização, a privatização e a focalização, a gestão das políticas educacionais se volta para um interesse diferente do bem-estar social.

A partir da popularização e aceitação das ideias neoliberais com o discurso atraente dos benefícios da globalização em uma sociedade capitalista, mudanças ocorreram como os salários dos funcionários municipais da educação com a municipalização do ensino, no qual foi equiparado nacionalmente. O tipo de política desenvolvida nesse contexto atende as vontades dos grandes financiadores do Estado, enquanto o governo mantém o controle das camadas mais baixas da sociedade.

Medidas que trazem certo conformismo como a distribuição de materiais didáticos, uniformes e o acesso ao transporte escolar, são colocadas como únicas na resolução dos problemas da educação no país, porém suprem temporariamente uma situação de pobreza e a cessão de direitos.

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Visando acompanhar o ritmo acelerado de produção globalizada, nossa educação, para atender essa demanda do mercado, se volta para um ensino técnico mais intenso, a especialidade passa a ser mais valorizada e isso, consequentemente, exige do professor uma postura mais técnica e menos intelectualizada.

O mercado, grande norteador das ações do governo, intervém nas políticas educacionais em todo seu processo, como consequência, temos hoje no ensino público uma má administração do dinheiro público quanto ao repasse de verba e sua aplicação para o bem da escola pública. O interesse que esse cenário continue assim é claro, quando percebemos o descaso para temáticas sociais e para com o trabalho do professor como figura crítica e intelectual.

Minha experiência em uma organização da sociedade civil evidencia a ausência do Estado em uma responsabilidade pública como o ensino não escolar, o controle é delegado e financiado com dinheiro público. A globalização coloca o mercado em primeiro lugar e abre espaço para que ações focalizadas aconteçam com a quase total ignorância do Estado na questão da formação pedagógica e do desenvolvimento social.

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