Filme resgata histórias do 1º movimento cultural de periferia que ousou fazer o caminho inverso

 

A HISTORIA

1978. O mundo passa por várias mudanças. Na zona leste de São Paulo, região de São Miguel Paulista, dois pesquisadores iniciam um trabalho que descortina um celeiro de talentos artísticos. Nasce, naquele momento, o Movimento Popular de Arte, que acaba por trazer ao bairro artistas do quilate de Alceu Valença, Tetê Espíndola, Inezita Barroso, Tom Zé, Belchior e Walter Franco, entre outros. Não bastasse isso, o MPA também produz muito e interage com a sociedade local, mostrando ao mundo os talentos de Edvaldo Santana, Sacha Arcanjo, Raberuan, Ceciro Cordeiro, Luiz Casé, Gildo Passos, Lígia Regina, Éder Lima, Zulu de Arrebatá, Cléston Teixeira, Akira Yamasaki, Cláudio Gomes, Severino do Ramo e muitos outros.

O grupo cria as Praças Populares de Arte em toda a região, promovendo shows e oficinas gratuitas à população. Também dirige a Casa do MPA, em regime de autogestão e logo depois passam a administrar o MPA-Circo, uma lona armada no coração de São Miguel Paulista, onde organizam shows, apresentações teatrais e diversas atividades, como oficinas, encontros e cursos. O Centro Cultural no bairro, reivindicação ainda dos dias de hoje, vem desde esse período.

Em 1985, o MPA grava um disco antológico pelo selo Eldorado, que hoje é objeto de culto de colecionadores.

Hoje, quem respira a movimentação cultural na região percebe a importância e a influência do Movimento para o bairro e a zona leste de São Paulo.

 

O REGISTRO

O filme sobre o MPA faz um recorte de uma história pouco conhecida na movimentação artístico-cultural de São Paulo em uma época de transição de toda sociedade brasileira. O documentário aborda aspectos da formação de São Miguel Paulista, destacando a importância histórica da Capela dos Índios (data de 1622) e da indústria Nitroquímica, que nortearam e modificaram de forma significativa a sociedade, a cultura e a economia local. Também reflete sobre a importância da Estrada Velha São Paulo-Rio (atual av. Marechal Tito), da linha variante de trem, da localização estratégica da Praça do Forró e o legado de todo esse caldeirão multicultural.

Contando com mais de 20 depoimentos, fartas imagens de arquivo e materiais inéditos de pesquisa, o filme resgata um percurso essencial de onde se originou o protagonismo periférico observado hoje.

 

SOBRE A EQUIPE

O Lentes Periféricas é um coletivo de pessoas interessadas em usar a linguagem audiovisual como instrumento de arte e crítica. Somos moradores de diferentes bairros da cidade de São Paulo e juntos buscamos contribuir com a produção audiovisual independente em diferentes regiões da cidade.

Desde o início de nossos trabalhos temos formado parceria com coletivos autônomos para o desenvolvimento de projetos em vídeo, e dirigido nosso olhar para onde poucos olham como questões artísticas, sociais e culturais marginalizadas.

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